CRP 04/20583
Sou psicóloga, formada pela Pontifícia Universidade católica de Minas Gerais, especialista em Saúde Mental na Prática Contemporânea IEC -PUCMINAS, com atuação clínica há mais de 23 anos.
Minha trajetória se constrói entre a clínica e o campo social. Atuo também na Política Pública de Assistência Social, acompanhando situações de vulnerabilidade, rupturas de vínculo e processos de cuidado institucional.
A experiência entre diferentes contextos de sofrimento sustenta uma escuta voltada para aquilo que muitas vezes permanece invisível:
o desgaste emocional,
os vínculos que adoecem,
as formas silenciosas de apagamento de si.
Meu trabalho clínico parte da ideia de que nem todo sofrimento aparece como crise. Muitas vezes ele se apresenta como cansaço constante, excesso de adaptação, culpa, dificuldade de sustentar limites ou sensação de desaparecimento subjetivo dentro das relações.
A expressão “Psicóloga do Real” é inspirada na psicanálise lacaniana.
O Real diz respeito àquilo que escapa às explicações prontas:
o que retorna como angústia,
repetição,
vazio,
desconforto ou sintoma.
Meu trabalho se orienta pela Psicanálise das Relações Incômodas.
Não se trata de oferecer respostas rápidas ou adaptar o sujeito a expectativas externas de desempenho, felicidade ou produtividade.
A clínica, aqui, é um espaço para sustentar perguntas.
Um espaço de escuta para aquilo que insiste:
o mal-estar,
a repetição,
o excesso,
o silêncio,
os vínculos emocionalmente exaustivos,
o afeto que nem sempre acolhe.
Trabalho a partir do que ainda não encontrou forma simples de ser dito.
Este trabalho é destinado a pessoas que:
* percebem o desgaste de sustentar relações emocionalmente exaustivas
* sentem dificuldade de se reconhecer fora das demandas do outro
* vivem culpa constante ao tentar estabelecer limites
* já não se reconhecem em respostas rápidas sobre sofrimento emocional
* sentem o peso de precisar funcionar o tempo todo
* experimentam cansaço emocional persistente mesmo quando “tudo parece bem”
* desejam um trabalho clínico com profundidade e responsabilidade psíquica
Sim. O sigilo profissional é um dos princípios fundamentais da psicologia. Tudo o que é compartilhado durante as sessões é tratado com ética, responsabilidade e confidencialidade, conforme as normas do Conselho Federal de Psicologia.
O primeiro atendimento é um momento de acolhimento e escuta, onde busco compreender suas demandas, dificuldades, histórico emocional e objetivos com a análise. Também é uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre o processo e alinhar expectativas de acompanhamento.
Não existe um momento certo, mas alguns sinais aparecem quando o sofrimento deixa de se resolver sozinho. Quando os mesmos padrões se repetem nas relações, quando o que sente não consegue mais ser bem nomeado, ou quando as estratégias habituais já não dão mais conta. Nessa hora, não é sobre estar no limite da dor, mas sobre perceber que algo ficou sem palavra e começa a retornar de outras formas. É aí que a escuta pode fazer a diferença.
Não há um tempo fixo para a análise. Em alguns casos, algo se organiza e o processo encontra um ponto de término. Em outros, a análise pode seguir enquanto houver trabalho de elaboração do inconsciente e das repetições. Mais do que duração, o que define o percurso é a transformação na posição do sujeito diante do próprio sofrimento e do desejo.
Fragmentos de experiências e retornos de pessoas que passaram pelo processo terapêutico.
Este é um lugar onde o que incomoda pode ganhar palavra.
Se houver disposição para sustentar o que não se resolve por atalhos, a escuta está aberta.